| The Dillinger Escape Plan - Ire Works [2007] (resenha) |
| Por Glaucio x | |||
| 18 de November de 2007 | |||
![]() Produzido por Esteve Eventts, o novo disco da banda The Dillinger Escape Plan, "Ire Works", chegou as lojas no dia 13/11 pela Relapse Records.
Para os fãs que esperam por destruição ou alguma barbaridade a là Dillinger, podem esquecer. Muitos irão gostar e outros odiar. Os amantes de grind sem dúvida tomarão um susto ao ouvir "Ire Works". O novo trabalho da banda de math/grind possui 13 faixas e cotinua com peso e aquelas doideras, misturando jazz e eletrônico, mas o interessante mesmo são algumas músicas bem pop (com coro e tudo).
O álbum está bem balanceado e possui faixas bem experimentais. Músicas pesadas são interrompidas por faixas leves. Mas se tratando de sonoridade e inovação, o que esperar de uma banda tão experimental? A primeira faixa "Fix your face" é a cara do DEP... bem math. A faixa "Mouth of ghosts" é bem simples, sem toda aquela doidera. "Sick on Monday" também tem uma viagem no começo e uns trechos de desespero. "When acting as a particle" e "When Acting as a Wave" são instrumentais seguidas e bem diferentes. Utilizam alguns recursos eletrônicos, mas nada que não contenha nos outros cds. Tem até um momento meio Fantomas. "82588" é a faixa mais quebrada. "Black Bubblegum" e "Dead as history" são duas faixas bem pop com bastante melodias. Com os instrumentais e o vocal bem límpidos (devem utilizar estas faixas para divulgação de algum clipe mais relax). Alguns podem reclamar das duas últimas faixas por não serem porradas e doideras, mas se tratando desta banda, fazer duas faixas como esta deve ser doidera de mais pra eles. Ire Works é um ótimo CD. Possui harmonia e distribuição sonora, apesar de possuir as canções mais simples já gravadas pela banda. Provavelmente, esta pode ser uma nova fase da banda e talvez, eles estejam querendo demonstrar que também sabem fazer algo menos violento. Ire Works terá uma repercussão muito grande por ter sido um dos mais CDs mais esperados pela galera, e dependendo do resultado (se forem negativos), os caras retomem a idéia inicial da brutalidade e insanidade grind do começo da carreira. Mas se tratando de DEP, o mais simples também pode ser visto como "absurdo". Tracklist: 1. Fix Your Face (2:41) 2. Lurch (2:03) 3. Black Bubblegum (4:04) 4. Sick On Sunday (2:10) 5. When Acting As A Particle (1:23) 6. Nong Eye Gong (1:16) 7. When Acting As A Wave (1:33) 8. 82588 (1:56) 9. Milk Lizard (3:55) 10. Party Smasher (1:56) 11. Dead As History (5:29) 12. Horse Hunter (3:11) 13. Mouth Of Ghosts (6:49) Tempo total: 36:26
Banda boa, disco fraco
escrito por i. bê. gomes on November 29, 2007 Boa resenha, mas muito rasa em se tratando de DEP. Eu ouvi o álbum e, confesso, achei fraco. Na verdade, fraquíssimo. Há músicas boas - "Fix Your Face" e "82588" são bons exemplos -, mas acho que este disco só confirma uma direção que eles apontaram em "Miss Machine": algo mais palatável. Não há quase como comparar a mesma banda de "Calculating Infinity" (de 1999) com a que gravou "Milk Lizard" ou "Black Bubblegum". Talvez seja um reflexo da saída do baterista Chris Pennie - fato não mencionado na resenha -, que todo mundo sabe que era um dos que fazia as músicas com o guitarrista. Como fã, eu esperava mais desse disco. E num ponto concordo com esta resenha: é difícil esperar algo de uma banda que prima pelo imprevisível - se bem que neste disco eles optaram pelo óbvio, pelo quatro por quatro. Uma pena. |
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