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Entrevista com Ayat Akrass
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PiorMelhor 
Por Such The Fool   
04 de July de 2007

 

 

1. Para começarmos a entrevista, apresentem-se e nos digam o porque do nome Ayat Akrass?

R:Somos uma banda de Curitiba. Tocamos música extrema. Escrevemos sobre o sangue e a luta do povo. Resolvemos nomear Ayat Akrass, segundo um relato de Fernando Evangelista – jornalista da Revista Caros Amigos, um dos principais meios de comunicação da esquerda no Brasil – no qual relata-se uma passagem do conflito na Palestina e lê-se “Estamos na praça central, no oeste de Jursalém, são 14 horas e ouvimos um forte estrondo. É Ayat Akrass, a menina camicase, que se explode dentro do supermercado".

2. Percebem-se influências tanto de hardcore, como de Death Metal, é ruim limitar a banda a um só estilo, mas se fossem definir em qual vocês se encaixariam? Quais são suas maiores influencias e inspirações?

R:Temos definido nosso som como death metal hardcore mesmo. Para contemplar essas vertentes que nos determinam. Costumamos sempre citar nossas inspirações naquelas que são fundamentais: Facção Central, Slayer e Karl Marx.

3. Falem-nos um pouco sobre o cd recentemente lançado "como uma tela pintada com o nosso sangue". Dêem uma prévia sobre os assuntos abordados nas letras.

 R:Caras, o disco é nosso primeiro grande trabalho. Lançamos anteriormente uma demo e alguns sons na internet como um EP virtual. Nesse primeiro disco oficial, apresentamos nossa forma mais recente de música e texto. Conseguimos uma boa qualidade na composição, na gravação e para o lançamento. Pensamos e conseguimos articular velhos e novos amigos e seus selos para encamparem esse desafio conosco.
Quanto aos temas abordados, escrevemos sobre uma realidade posta, que é pouco visível. Herdamos de – e ao mesmo tempo auxiliamos a construir – algumas vertentes do hardcore que se importam com conteúdo e crítica política para sua música e nesse sentido, falamos essencialmente sobre: a Sociedade de Classes, a Ideologia e a luta dos Movimentos Sociais.

4. A situação atual do mundo é condizente com as letras, já que todas elas são uma forma clara de protesto? Qual a fonte pra compor as músicas?

R:Acredito que sim, são protesto e leitura da realidade. Temos como fonte de composição a barbárie do sistema capitalista versus toda a ação e teoria perturbadora dessa forma de organizar a vida.

5. Sabemos da dificuldade hoje em dia para se gravar um bom cd e pelo que notei, o cd ta com uma ótima produção e distribuição nacional, como foi o processo de produção do cd e qual foi a maior dificuldade durante este processo?

R:Inverto a resposta para começar pela dificuldade caras, acho que é consenso nas bandas que permanecem no Underground que a maior dificuldade é financeira. Os custos para se manter uma banda com qualidade mínima, assim como para gravações, excursões e para distribuição são muito altos. Temos alguns apoios que financeiramente baixam nossos custos, que são o Teix Tattoo Studio, as Baquetas SuperSafira, o nosso Luthier Montipaz e a Eighteen Stree Wear, além dos selos Deathtime Records (MG), Estopim Records (BA), Firestorm Discos (RN), Fuckitall Records (SC) e União Positiva Discos (SP) que custearam a prensagem de nosso disco.

Começamos a gravação do nosso disco com uma pré-produção, feita aqui em Curitiba como um passo para regular detalhes das músicas e timbres. Nesse meio tempo estávamos em contato com os selos que acenavam positivamente para o apoio. Buscamos contato com alguns produtores que haviam realizado bons trabalhos, como por exemplo, o David Baeta que produziu nossos camaradas do Confronto. Nos interessava muito o trabalho do estúdio Da Tribo em São Paulo, por onde haviam passado muitas bandas de metal e hardcore pesado. Então, em contato com Wiliam Fernandez, que recentemente havia mudado com os manos do Subtera de Londrina para São Paulo, fechamos a produção com ele no Da Tribo. O estúdio conta com equipamento excelente e uma equipe de técnicos com larga experiência no som que fazemos, coisa que seria impossível encontrar em Curitiba. Passamos o feriado de setembro internados nas gravações e as demais fases foram feitas pelo produtor em conversa constante conosco. O resultado superou as expectativas da banda, agora o passo é divulgar pra geral.

6. A banda tem projetos e planos traçados agora que saiu o novo cd?

R:O plano é a divulgação massiva do disco, do videoclipe que está nele e a produção de material da banda. Pra isso pretendemos tocar pelo Brasil e onde mais formos convidados. Enfrentaremos um probleminha para longas viagens porque todos trabalham e estudam, mas aos finais de semana podemos enfiar a cabeça no asfalto.

7. Como foi o processo de gravação do clipe "Descaminho"?

R:A gravação foi tranqüila, queríamos ter imagens que transmitissem a energia da banda em ação, sem algum roteiro historiado ou coisa desse tipo. O diretor Rafael Gasparim convocou uma equipe com direção de fotografia e auxiliares técnicos, preparou todo equipamento, locação e em conversa conosco preparamos as linhas gerais da filmagem. Em um dia matamos as imagens, e o diretor tão logo pode, terminou a edição e o clipe seguiu para fábrica, para ser adicionado ao CD.

8. Qual o intuito da banda com músicas e melodias tão fortes? Vocês acham que é possível mudar uma pessoa com música?

R:Talvez uma mudança dos indivíduos seja muita pretensão, mas a intenção é expressar pela nossa música alguns de nossos entendimentos. Expor as pessoas a essas mensagens talvez amplie as possibilidades de reflexão acerca daquilo que as cerca, esperamos.

9. Pra vocês o que é mais importante, a satisfação dos ouvintes ou da banda com o que produzem?  

R:Acho que fazemos música da forma que nos agrada prioritariamente. Mas o intento é expressar tudo isso a outras pessoas e ficamos, claro, muito contentes ao ver pessoas dispostas a dançar conosco.

10. Como de costume a ultima pergunta sempre pedimos pra banda deixar uma mensagem para o site e o que acham do mesmo, esperamos que sempre estejam presentes aqui no site com novidades e parabenizamos vocês pelo profissionalismo, qualidade musical e sinceridade imposta aqui nesta entrevista e em todos os momentos de contato com a banda.

R: Sentimo-nos muito honrados com a seleção para banda do mês no site. Acompanhávamos o trabalho de vocês anteriormente, e julgamos de extrema importância e qualidade. A partir de agora com certeza vamos buscar manter a parceria e fortalecer os vínculos. Obrigado por nos conceder espaço e as cordas da liberdade de expressão para o nosso próprio enforcamento.


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Os sorteados deveram verificar e responder as instruções em sua caixa de e-mail  para receber o kit Ayat Akrass, caso não respondam o e-mail, será sorteado para outro usuário.


O Site Dias de fúria Agradece pela entrevista cedida, pelo material disponibilizado para a banda do mês (vídeos, CDS, informações) e por ultimo pela paciência que tiveram conosco. Desejamos ao Ayat Akrass que continue nessa evolução, autenticidade e que possam ser reconhecido pelo seu trabalho, apoio e ajuda ao underground. Quem faz a diferença é quem corre atrás.

Valeu Ayat Akrass!
Dias de Fúria

Comentarios (3) >>
Muito bom.
escrito por someone on July 05, 2007

mandaram bem demais nas respostas, t⭠de parab譳 pra caralho!



valeuuuu.
escrito por nilo akrass on July 05, 2007

valeu a todos do site pela for柠e ao pessoal que participou!!
tamo junto!!!

...
escrito por Enrique DxDxOx on July 12, 2007

Otima entrevista!

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