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Entrevista com a banda One True Reason
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Por Alex Sanches   
08 de September de 2008

Com um senso de humor e profissionalismo surpreendente, a banda One True Reason me recebeu no Gago Estúdio na tarde de Domingo (24/08), para fechar está entrevista que há muito já estava marcada. Ao som de Metallica, Terror e Walls Of Jericho no notebook, o grupo soltou o verbo!

1. Gostaria de pedir para iniciarmos a entrevista que contassem como trouxeram a idéia do nome para a banda e qual tipo de sentimento ele expressa de maneira direta?

Cara, a banda já existe há cerca de 8 anos e já teve vários nomes. O primeiro nome foi In your face, e era outra formação, os integrantes que estão até hoje e fundadores são o Bruno, Flávio e o Guilherme. O nome veio com o gringo, do Uruguai, a cerca de 6 ou 7 anos e como dissemos nos já tivemos outros nomes, mas esse foi o que mais se encaixou com a nossa vibe. Esse nome resume legal as nossas idéias, pois acreditamos que todo mundo tem a sua razão verdadeira, pais de família, professores, enfim, todos. E é exatamente isso o que ele expressa para nós, a banda é a nossa razão verdadeira.

2. Ao ouvir o som de vocês, acredito que declaradamente um hardcore mais old school, não pude deixar de notar vários elementos do metal. Como surgiu a proposta, foi através das várias influências do grupo? Citem algumas delas.

Nada proposital, a idéia foi fazer uma música que gostamos, nada de uma influência especifica. Nos nunca quisemos ser uma banda de metal, nos gostamos do estilo, mas achamos que o gênero acabou entrando naturalmente no nosso processo de criação. Agora, em termos de influências de maneira geral, podemos citar: Strife, Madball, Sworn Enemy, Terror, Metallica dentre inúmeras.

3. Vocês estão com um CD gravado que teve uma produção muito interessante, visando à absorção do potencial musical do grupo que foi lançado pela Pride Records. Como rolou a proposta, foi por parte dos membros da gravadora, ou através da busca da banda por apoio? Enfim, como surgiu a parceira? 

O nome de selo é Pride Convicticon. Nos havíamos acabado de gravar uma demo com o Henrique do Paura e começamos a fazer alguns contatos no meio com relação a parcerias. Mandamos alguns e-mails com Press Kits e o pessoal da Pride respondeu mostrando interesse não em lançar a demo, mas sim um material completo, um play mesmo, em que a partir daí iniciamos o processo de produção do álbum.




4. Falando ainda do Play, em termos mais técnicos, como foi estar em estúdio em um período de 5 meses entre pré, produção e pós para poder distribuir o registro como queriam? Tudo que podemos ouvir já entrou definido, ou alguma música foi criada já dentro do processo de gravação?

Nos contávamos com a experiência dos caras do selo, eles estavam ai para ajudar, mas foi importante ter em mente que tínhamos que contar com nos mesmos acima de tudo nas horas certas de todo o processo. Foi legal demais ter gravado, mas o que aconteceu foi que a gravação rolou em Piracicaba e isso acabou com que nos tivéssemos que correr contra o tempo, e quando isso acontece, muitas coisas em tudo que se espera ansiosamente e se trabalha com muita garra, acabam por não ficar exatamente como o esperado, nem sempre todas as idéias crescem como nasceram. E no Estúdio, ocorreu sim de termos que criar uma música, nós tínhamos 9 prontas mas surgiu a necessidade de criar mais uma, a 10º para dar sorte (Risos). Foi ai que surgiu dentre muitas bases e idéias uma das músicas mais legais da banda, The hardest task, que inclusive terá promoção com clipe. Esse lance de gravação é muito animal, pois as vezes nos temos idéias, mas não temos como gravar na hora, então gravamos no mp3, no celular tudo em lá-lá-lá mesmo, só cantando frases e mostramos aos outros, ai as idéias vão surgindo, e esse é o grande lance da criação. Mente aberta a tudo!

5. Qual foi o nível da distribuição do registro? Ele abriu portas consideráveis para vocês? Como funciona a questão com os organizadores de shows quando se tem um material à disposição?

Ajuda muito, pode até ser que o material não seja tão legal, mas ajuda mesmo. Em termos de vendas, o mercado é realmente fraco, mas dá para dividir a linha de vida da banda entre antes e depois do registro. Ainda mais com o lance da internet, que é foda. Existe ai o my space, que é o maior meio de divulgação dessa área e nos temos tido uma grande exposição a partir dessa mídia, conversamos com um cara da Malásia, por exemplo, que curte demais o som e conseguimos manter contato e fazer amizades com várias pessoas do meio que se tornaram grandes amigos, grandes amigos mesmo. E um dos sonhos que nos tínhamos que era tocar com o Agostic Front, está ai para rolar, graças a muito trabalho. Estão ai os caras da Liberation que fazem um trabalho fantástico na cena, e o que importa é fazer a correria, ser sincero com você mesmo na mensagem.

6. Em um momento que o hardcore sofreu alterações tão bizarras por novos grupos, como vocês buscam um espaço para divulgar o trabalho e no que se espelham em termos de motivação?

Quando nos começamos, nos só tocávamos com as maiores bandas da cena, como Paura, Confronto, Questions e etc. Mas o que rola é que hoje muitas pessoas acreditam estar fazendo Hardcore, mas entram no meio apenas pelo lance do modismo. Nos tentamos manter a origem, sabe, fazer algo que vem do coração mesmo. Não temos trabalhado para ganhar dinheiro, tocamos apenas porque amamos fazer isso e quando qualquer pessoa chega após um show e diz que gostou, pronto. A nossa mensagem foi passada.
Tocamos de forma igual para 1 ou 1000 pessoas, a vibe é única, nos sempre trincamos no role. Essa energia do hardcore é algo destruidor, não comparando estilos, mas o hardcore tem uma química brutal, algo que só quem freqüenta a cena sabe do que se trata. O contato é mais do que vitalmente importante.

7. A banda fará 2 shows no Chile no fim deste mês, como aconteceu?
 
Amigos nossos, o Paura tocou por lá e passaram um contato de alguns organizadores. Tentamos várias e várias vezes fechar algo, mas nunca conseguíamos uma situação legal para todos os lados, ai nesta última vez acabou rolando e a questão econômica ajudou também. Tem uma galera muito animal apoiando, tem também gente não apoiando, mas o que importa é que estamos preparados e muito empolgados para fazer um show muito foda por lá! Daremos o nosso melhor. O mais importante é que a mensagem e a nossa música seja passada, não pensamos em agradar todo mundo, pensamos em tocar o que gostamos para o pessoal que curte. Só isso importa.

8. Quais os planos da banda para o 2º semestre? É fato que estão para gravar o primeiro vídeo clipe? Comentem à respeito.

Já gravamos o clipe, foi em 2 dias. Uma experiência única, o pessoal ajudou demais, mandaram muito bem, não gastamos nada, tivemos um apoio inimaginável, o zapha do Reason emprestou a bateria, o danilo, o Itália e Christian emprestaram um dos amplis de guitarra, e todos contribuíram demais, demais mesmo. Nos temos muito, muito mesmo a agradecer. Foi uma sensação indescritível e muito legal. Temos que lembrar também do Rafael yoshida, que dirigiu a gravação, foi o cabeça geral, o Gago Estúdio, que emprestou o cubo de baixo e dizer que sem eles, nada teria rolado.




9. Há previsão para um novo registro, material inédito ou o grupo pretende explorar ainda mais e divulgar o primeiro trabalho?

Estamos divulgando e queremos divulgar este trabalho até o talo, mas queremos gravar mais algumas coisas em breve, tipo um split ou um EP, pois além de tudo entra nesse lance de gravação, a questão de custos e tudo o mais que é complicado. As 2 opções estão sendo cotadas, mas por enquanto nada está definido.

10. Como de costume, gostaríamos de saber o que acham da proposta do site Dias de Fúria para com os cenários em geral?

Acho que a iniciativa, não só do DDF, mas de todos que trabalham com meio under é fundamental. Precisamos demais de gente que faça isso, e que quem faz, continue, pois isso é importante para todos. Tem muita gente envolvida no meio e isso é sem preço. O DDf assim como o Hornsup, são pioneiros e todos nos agradecemos muito a oportunidade e esperamos poder contar com todos para fortalecer cada vez mais as cenas e valorizar o independente.
Comentarios (1) >>
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escrito por claudio FROM HEAD on September 17, 2008

Esses Caras sao fodas tocam muito e sao humildes d+ sorte pra vcs rapaziada

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